segunda-feira, 19 de setembro de 2011

a rede

o bodyspace faz antevisão de 10 lançamentos até ao final do ano. blurb meu (bem automático) sobre schlungs dos mungolian jet set.

e um pequena "homenagem" ao danny wolfers. teac life é perfeito para aquelas tarefas nocturnas/madrugadoras*. mas poderá ser muito mais do que isso.

*o que me pôs a pensar no isdn. ideia muito pouco web 2.0. nostalgia gamer com a rádio em fundo? poderia sê-lo, mas nunca dei muito para isso. um setting idêntico, no entanto = aquela fuga ao silêncio circundante com uma projecção humana na distância. isto. ou a memória que tenho dele (faz muito tempo que não o ouço).

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

rodas

abafado pelas jams inconsequentes de make it real e on patrol (o nome tinha tudo para que se tratasse de algo bem melhor) e pela a ascensão dos beats reles da 100% silk, dawnrunner foi um dos discos da nnf mais mal tratados do ano passado. esquecida na enxurrada de lançamentos da editora estava esta pérola (oop) de loner-psych, evocativa dos grandes espaços dos estados unidos profundos numa perspectiva hitchhiker. disco de viagem debaixo de cacimba (sp?). e uma capa perfeita.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

borderline vazio

com todas as suas virtudes e defeitos, bermuda drain acaba por ser o resultado mais visível de uma espécie de linha de raciocínio que comecei por traçar de modo débil e quase-inconsciente aqui. na altura foi como se balizasse esses discos* com recurso a duas referências relativamente herméticas para depois as popular naquele imaginário fértil de música não-alinhada. deixando de lado a letargia dos sound effects per se pelo seu carácter funcional (mais uma necessidade do que um processo em si), é o fantasma do carpenter que assombra tudo isto com descaramento.

levando um pouco mais longe essa premissa, pode-se traçar uma linha que começa na militância reverente (e com pouco interesse) de xander harris/gatekeeper e vai adensado o campo de referências num continuo cada vez mais fractal. não necessariamente o ruído, mas uma crescente "preocupação" com o capture/release do som no seu estado mais volátil e/ou poluído. mesmo que não desemboque numa postura harsh, a via tende para esse fim por natureza. ignorando as estruturas rígidas pós-beat (o sequenciador como espinha dorsal para o facilitismo melódico = ABAB) e concentrando esforços no multitask tonal que privilegia a demanda.

em comum, todo um horror, mais ou menos subliminar, que chegou à estaticidade de homotopy to mary "vindo" do barulho de symphony for a genocide sendo depois revisto à luz do xerox da american tapes/hanson (a reclamar a herança trashy de spk, mas sem o tom contestatário), e é agora igualmente devedor de alguns rehashismos bem prementes do arcaísmo melódico da electrónica pós-dark star (não por acaso, também esta em descendência directa dos tais sound effects)**. ou como se a bso do texas chainsaw massacre (melhor de sempre) encontrasse fascínio nas potencialidades harmónicas de um arp ou prophet. ou seja, a estética slasher enquanto zona cinzenta que vai muito para além da violência gratuita e opressão brute force (que é razão pela qual não tenho o mínimo de paciência merdas de nome impronunciável, ruído impoluto e rasganços industriais) para assumir o abandono*** como o catalisador principal para o medo. cena loner. como de costume.

^^ aproveitando a dica do disco. sem grande espaço para grandes desenvolvimentos. só listagens (se interessarem).

*ouvi-os na mesma altura, por via desta esclarecedora entrevista com o chris madak (bee mask). o que me lembra que ainda não apanhei o elegy for beach friday. replication slave também teria lugar neste raciocínio e, noutro comprimento de onda, tenho gostado muito de tudo aquilo que ouvi de fluxmonkey e quicksails.

**antes de chegar ao cheesy intrigante de goblin.

***o próprio setting de uma realidade suburbana funciona como recusa de toda essa bonomia aparente.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

setembro

algum atraso justificado na rentrée do bodyspace. as segundas servem melhor o propósito de um (re)começo. para já, escritos meus sobre as novas malhas da melanie fiona e da jhene aiko.

em breve, uma opinião um pouco diferente do consenso generalizado em torno de bermuda drain. não é o melhor disco de prurient : black vase e pleasure ground, ftw (mesmo que hoje em dia não sinta grande necessidade de lhes pegar. espero que a memória não me atraiçoe).

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

casa

o bodyspace regressa amanhã com muita vontade. regresso também aqui. notas e apontamentos dispersos tomados ao longo destes dias. gostaria de ter levado este disco para a estrada. também faz todo o sentido num dia cinzento como o de hoje, no entanto.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

da viagem

com todos os preparativos a serem adiados para a véspera, nem houve hipótese de fazer grandes escolhas para a viagem. o conforto daquelas coisas de sempre (para sempre?) acabou por imperar naquela dúzia de cd's. escolhas minhas e (principalmente) da menina :

meat puppets - II
can - ege bamyasi
deerhoof - malhas soltas de vários discos
sonic youth - syr 2
black dice - beaches & canyons
robert wyatt - rock bottom
soft machine - II
sfa - love kraft
palace music - viva last blues
carter family

i.e. nada de beats ou synths = fora da cidade. música de estrada nacional, evidentemente.

sábado, 13 de agosto de 2011

terça-feira, 2 de agosto de 2011

bronzeador

três escolhas minhas e das restantes gentes do bodyspace para este verão. canções. tenho alguns drafts pouco desenvolvidos de algumas hipóteses veraneantes que não chegaram a sedimentar. a deixar aqui. outro dia.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

verão na cidade

'anything (to find you)' até pode soar a uma produção da missy para a jazmine sullivan (que não descarta a personalidade da monica), mas não deixa de ser mais uma óptima parceria entre as duas. com 'who shot ya' a servir de base para um delicioso exercício de r&b bem uplifting que nem o rick ross consegue arruinar, acabam por ser as meninas a conduzir algo que poderia redundar na generalidade para campos bem mais aprazíveis. parece que à semelhança do que aconteceu com 'blackberry', não vai aparecer em new life.

so it goes

com esta crítica ao here i am, dou por terminada esta semi-narrativa. era apenas uma hipótese pouco sustentada. os discos vieram refuta-la e estou bastante bem com isso. nem que fosse pela simples existência de 4.