terça-feira, 20 de dezembro de 2011

compras #2

tal como o fiz no ano passado, deixo aqui uma lista mais exaustiva e ponderada do que a que entreguei ao cuidado do bodyspace. contam também ep's. de foram ficam as reedições e as mixes de download gratuito (entretanto). algumas oscilações e entradas abruptas nestes últimos dias. tudo passível de arrependimento, claro :

boy better know - tropical 2
virgo four - ressurection
manuel mota - untitled
bebetune$ - inhale c-4 $$$$
bill orcutt - how the thing sings
rangers - pan am stories
sei miguel & pedro gomes - turbina anthem
part wild horses mane on both sides - low fired clay escape
meek mill - dreamchasers
jhené aiko - sailing soul(s)

nikkyia - speakher
photonz - lamborghini funk
hype williams - kelly price w8 gain vol. II
kwjaz - st
beyoncé - 4
oneohtrix point never - replica
disma - toward the megalith
soul clap vs wolf & lamb - dj kicks!
dj quik - the book of david
trey songz - anticipation 2

ulcerate - the destroyer of all
king - the story ep
loren connors - red mars
krallice - diotima
kate bush - 50 words for snow
bridget hayden - a siren blares in an indifferent ocean
katy b - on a mission
legowelt - the teac life
kendrick lamar - section 80
mark e - stone breaker

sightings - future accidents
teedra moses - luxurious undergrind
innercity - backworld
hyetal - broadcast
schoolboy q - setbacks
dissy dirty money - lovelove vs hatelove
dawn richards - a tell tale heart
gatto fritto - st
trim - ghost writer vs autotune, vol 10
bj nilsen & stillupsteyppa - big shadow montana

panda bear - tomboy
juicy j & lex luger - rubbaband business 2
kwjaz & rangers - angel islands
goapele - break of dawn
arizmenda - without circumference nor center
miss fire - the female touch
lloyd - king of hearts
mithocondrion - parasignosis
shabazz palaces - black up
matt carlson - gecko dream levels

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

natal?

afinal só deixo a tal lista amanhã. pouca cabeça e muito gene clark. de qualquer das formas, toda a gente sabe que a melhor coisa que foi lançada este ano foram as smile sessions. e nem preciso de as ouvir para o saber. xmas wishlist #1, se isso interessar.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

balanços re:

foram publicadas ontem as listas do bodyspace. blurbs meus sobre pan am stories e one nation*. ainda hoje ou amanhã deixo aqui uma lista pessoal (ligeiramente) mais completa/pensada do que aquela que aparece aí. coisa relativa, e a preparar terreno para as habituais "menções honrosas" que preparam terreno para as canções do ano.

o mais provável é que venha a achar tudo isto idiota daqui a um tempo. siga.

*que nem não aparece na minha lista, por causa do pouco tempo que lhe tinha dedicado na altura de a entregar. como escrevi anteriormente, muita coisa teria de ficar de fora. é um bom disco, mesmo que não tenha nada tão impressionante como a 'rise up' ou a 'badmind'. ou seja : kelly price w8 gain vol. II > one nation.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

transmissões

review muito tardia ao broadcast de hyetal. um atraso justificado pelo facto de estar com as expectativas demasiado altas na altura em que saiu. não lhe dei grande atenção, mas é um disco com demasiado interesse para ser ignorado.

entretanto, já entreguei a minha lista de discos do ano para o bdyspace. muito apressada em sem grande cuidado (sei que deixei muita coisa de fora que, com tempo, se irá revelar bastante premente)*. como de costume, acabei por ser muito pouco relevante para lista final. sai na segunda feira.

*coisa que irá ser revista, na medida do possível, na lista que vou deixar aqui no blog para a semana.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

terrenos

de forma bastante sucinta (espero), destaco seis boas mixtapes vindas do r&b este ano. é aquele tipo de artigo que facilmente cai em digressões e num everlasting processo de correcções e ajustes. procurei manter a coisa estruturalmente simples. até porque o mais importante é que alguém se dê ao trabalho de as sacar. wake up call.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

fodismos

entrou ontem o artigo colectivo sobre o free jazz. duas escolhas minhas, entre um mundo de possibilidades. sem qualquer ordem nem aprumo, uma pequena lista de discos que mais do que foder estes ouvidos, os abriram para toda uma nova realidade :

frank lowe - black beings
charles gayle - repent
john butcher & phil durrant - secret measures
sonny sharrock - black woman
masayuki takaynagi & kaoru abe - mass projection
cecil taylor - unit structures
evan parker & keith rowe - dark rags
sun ra - atlantis
arthur doyle plus 4 - alabama feeling
pharoah sanders - karma
alice coltrane - journey to satchinananda
frank lowe & rashied ali - duo exchange
peter brötzmann sextet/quartet - nipples
john coltrane - concert in japan
albert ayler - live in greenwich village
don cherry - bown rice
shlippenbach trio - pakistani pomade
dave burell - echo
tony oxley - ichnos
anthony braxton - B-Xo/N-O-1-47a
parker/bailey/bennink - topography of the lungs

^^ sem repetir músicos no papel de líder (ou a lista seria infinita. tudo do coltrane, p.ex.). qualquer sugestão, será muito bem vinda...

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

gente grande

admirador confesso do manuel, encaro sempre a escrita sobre um disco dele como um acto tão apaixonado como exigente. daí que este texto tenha ficado tão denso, apesar de algumas tentativas brandas para tentar aligeirar a coisa. preocupações levianas perante a obra, talvez.

para a semana sai um artigo colectivo no bodyspace subordinado ao tema de "free jazz fodido". escolhi escrever os grandiosos the snake decides do evan parker e luna surface do alan silva. a ver se coisa não resvala para o caos.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

sensibilidade?

muito provavelmente, não existe qualquer necessidade de mais um texto sobre o take care, mas toda a euforia colectiva em torno do disco está-me a deixar alguma vontade em ouvi-lo e (confirmando as baixas expectativas) deixar umas notas a refrear os ânimos (por muito parva que essa ideia seja. e é). para já, e conhecendo apenas a 'marvin's room' e a 'make me proud' o drake continua a ser tão inofensivo quanto aborrecido, incapaz de sacar um gancho que seja no meio de tanta vulnerabilidade ("i'm so i'm so i'm so" é o refrão? até a nicki sucumbe ao sonambulismo). sem alimentar um grande desprezo, acima de tudo sempre me deixou indiferente. provavelmente devia manter-me assim, mas eventualmente vou ouvir o disco. dar importância a pequenas coisas, certo?

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

planos

tal como tinha mencionado, investida saudável pelo burgo com disco que vai ser reeditado em breve. até ao final do mês haverão ainda textos a untitled e dias das cinzas do manuel mota e à fonte de aretusa. com tropical 2, exile, red mars, towards the megalith e um artigo a destacar algumas mixtapes r&b deste ano numa calha hipotética, prevêem-se dois meses de escrita regular, antes de chegar a euforia das listas.

acho que o felizardo era o gajo ideal para agarrar o how the thing sings.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

médios

apesar de deixar latente uma existência meramente aglutinadora, capitulando o continuum com recurso a tendências mais fortuitas como a juke ou o wonky sem fazer do uk/global/whateva bass uma bandeira, carrier do sully consegue superar alguns desses maneirismos pela obstinação cuidada no uso de uma ambiência geral (minimamente gradada) enquanto fio condutor. os burialismos* das duas primeiras malhas servem, desde logo, esse propósito que passa pela melancolia/alienação urbana que tem sido uma quase-regra, err, alienante. sobra um mínimo de ideias interessantes que sustém os temas o suficiente evitar que o álbum sucumba à auto-fagia do mood over matter**. o que o faz funcionar bem tanto no conforto do labor late-night como no regresso a casa pela cidade. antes de cair no esquecimento, e descartando o escapismo xaroposo (goth? ugh) de 'i know' ou 'bonafide', fica 'trust' como malha maior e o facto de samplar a melhor canção da rihanna em 'let you' como mais uma prova de que a reciclagem r&b se tornou norma no panorama pós-dubstep.

*será isto tão importante que esquecemos tudo o que ficou para trás?

**algo que dedication nem sempre contornou, num paralelo evidente.