segunda-feira, 1 de março de 2010

deixar o indie

não será, de todo, surpreendente que acolyte dos delphic tenha sido alvo de rasgados elogios um pouco por toda a imprensa britânica. sabe-se de antemão das leis proteccionistas da crítica por este tipo de confecções dançáveis e subtilmente melancólicas made in uk, geralmente inúteis. ressalvando que a minha paciência para com algo que poderá ser apelidado de "indie-dance act" não será a maior, (ou mesmo não existente) a pertinência deste post está toda na capacidade do emergente julio bashmore transformar um desinteressante exercício pós-modernista de revisão estilosa a technique em algo infinitamente mais entusiasmante. paradoxalmente mais modesto e sem qualquer tique rock eufórico-estilizado (= inconsequente). nem se trata, tão pouco, de uma canção. aproveita-se da melodia central para a recontextualizar em sucessivos andamentos subtis na linha de this bliss do pantha du prince com acesso a uma linha de baixo 2-step discreta e uma tonalidade geral de pós-festividade apaziguadora. e é tudo aquilo que necessito.
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o l-vis 1990 ainda consegue noutras latitudes resultados superiores ao original por força do wobble se rendilhar em síncopes mais provocantes (i.e. funky), mas deixa-se prender demasiado à estrutura, mantendo aquela voz insuportável de sofrimento fofo. vale o que vale.
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^^a conclusão possível a tirar é que 'halcyon' existiu para ser remisturado. no éter a sua vida extingue-se. esperemos.

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